quinta-feira, 21 de junho de 2007

1 de 2 29/11/2006 22:36

Bagunça é uma palavra muito pobre para descrever o grande transtorno e lambança provocados na vida da empresa e dos
trabalhadores. Erros em folhas de pagamento, salários zerados, lançamentos truncados. O caos só não foi maior pelo
empenho dos trabalhadores envolvidos no processo, que se desdobraram, trabalhando feriados, sábados e domingos, para
corrigir os erros e não parar totalmente a empresa, para não colocar em risco até mesmo os usuários. O “SAPO” quase leva
literalmente a empresa para o brejo!
A bagunça, no entanto, não foge à normalidade das decisões da direção da empresa. Mesmo avisando que não havia
consistência para concluir operações rotineiras, foi rigorosamente proibido usar o sistema de informática antigo. E na marra,
nada funciona! E não funcionou. A empresa está em grande parte atrapalhada, não consegue fazer compras, caminhões
estão parados, documentos não conseguem ser emitidos. E o “dono do poder” temporário da empresa está perseguindo
veículos no pátio.
Esqueceram de lançar no sistema os carros à gás. Os carros ficaram parados. A Copasa pode até chegar em 1º entre as
empresas de saneamento, mas sua capacidade administrativa está em último! Para quem se preocupa tanto com os
investidores e em demonstrar uma empresa do “novo mercado”, uma visitinha para ver o clima na Copasa será um motivo de
grande preocupação e de colocar as barbas de molho!
Caos agride exigências do concurso público - Os trabalhadores continuam sem conseguir decifrar os enquadramentos
descritos no último contra-cheque (queda de nível ou elevação, sem que haja alteração no valor do salário), o que vem
reforçar e aumentar o não cumprimento do princípio de isonomia.
A Copasa mantém-se em absoluto silêncio, promete conclusão para dezembro e não permite nenhuma participação efetiva
de comissão do sindicato para encontrar um modelo mais adequado e mais justo.
A situação é muito preocupante, diante da contratação de escritório de advocacia por preço absurdo, substituindo a função de
advogados da empresa, levando inclusive a Copasa a enfrentar Ação Civil Pública no Tribunal de Justiça de Mina Gerais.
Irregularidades no PCCS poderiam tentar viabilizar, por exemplo, irregularidades como a de um empregado por recrutamento
amplo (sem concurso público) comandar o jurídico da empresa. O jurídico da empresa, que foi praticamente desmanchado
vem sendo o ralo por onde se comete as principais extravagâncias contra a lei. Se a lei não permite, pareceres absurdos são
requisitados para que a vontade do “mandatário” seja atendida, mesmo que signifique riscos diante de processos judiciais.
Site www.sindagua.com.br, publicada em 21/11/2006

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