Com o ocorrido no mercado de publicidade no ruidoso caso “valerioduto”, a utilização de verbas de publicidade, através de agências de propaganda, para financiar junto aos veículos de comunicação as pretensões de políticos, ficou inviável. Embora algumas aberrações ainda aconteçam, como na Copasa, que em seu Balanço de 2005 demonstra um débito de R$ 10 milhões com a RC Propaganda, agência que não é recente na relação com Aécio Neves. A relação entre ambos remonta à época em que Aécio era diretor de Loterias da Caixa Federal.
Há quatro anos atrás, nas vésperas da eleição de sua primeira campanha, uma ruidosa matéria foi publicada no jornal da capital mineira Diário do Comércio sobre a relação de Aécio com a agência. A verdade é que R$ 10 milhões é muito dinheiro para ser gasto em publicidade pela Copasa.
Frente à assessoria de comunicação da empresa sempre esteve um jornalista sabidamente defensor dos interesses do jornal Estado de Minas, embora o mesmo seja funcionário da empresa desde o final da década de 1970.
A utilização das verbas de publicidade da empresa com finalidades políticas é antiga. O novo é a entrega da empresa.
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